Legendas e teletexto¶
Um sinal de broadcast leva texto em duas formas: o teletexto europeu (legendas numa página, normalmente 888) e as legendas ocultas americanas CEA-608/708 dentro do vídeo. Uma cabeça de rede faz sobre elas duas perguntas diferentes: elas sobrevivem até a saída e é precisa uma faixa separada.
As duas vivem na aba Processamento do cartão do stream.
Trânsito por padrão¶
Por padrão, a estação não faz nada com o texto: o PID de teletexto e as legendas ocultas dentro do vídeo saem exatamente como chegaram. No formulário isso se lê assim:
- Teletexto — Em trânsito dentro do MPEG-TS (sem faixa de legendas);
- Legendas ocultas, modo de entrega — Dentro do vídeo (passthrough).
Para a entrega a uma rede, esse é o comportamento certo: o receptor e o televisor decodificam o texto por conta própria, e qualquer interferência seria um custo e um risco adicionais. O trânsito sobrevive ao remux e ao reempacotamento em outro transporte.
Quando a extração é necessária¶
A extração é necessária quando atrás da estação não está um receptor, e sim um reprodutor: nenhum reprodutor OTT decodifica teletexto. Se da estação sai uma cópia OTT, as legendas chegarão ao espectador apenas como faixa de texto.
- Teletexto — Extrair as páginas de legendas como faixas: cada página de legendas vira uma faixa WebVTT. Dentro do MPEG-TS o teletexto continua viajando: a extração adiciona uma faixa, não tira nenhuma.
- Legendas ocultas — três modos: Dentro do vídeo (passthrough), Faixa de legendas no lugar (extract) e Dentro do vídeo e como faixa (both).
O multilinguagem sai de graça: as emissoras costumam pôr uma página de legendas por idioma, e cada uma vira uma faixa separada, sem segunda entrada e sem trabalho manual.
O modo extract corta as legendas ocultas do MPEG-TS
No modo Faixa de legendas no lugar (extract), as legendas ocultas são cortadas do vídeo em todas as saídas, MPEG-TS incluso: pushes por UDP, RTP e SRT, segmentos TS e saída por HTTP. Uma faixa de texto não tem como viajar dentro do MPEG-TS, então um consumidor do fluxo de transporte fica sem legendas de todo. Se o sinal é retirado por MPEG-TS — e numa cabeça de rede esse é o caso comum —, escolha both.
A extração de teletexto custa a baixa latência
Uma legenda só se conhece quando fecha: enquanto a página não muda, a duração da linha fica indecisa. Por isso um stream com faixa de texto é servido como segmentos comuns, sem segmentos parciais de LL-HLS. Para a entrega a uma rede isso não muda nada, mas alonga a borda ao vivo da cópia OTT em alguns segundos — mais um motivo para não ligar a extração onde o sinal apenas atravessa a estação.
O que se vê por stream¶
Sob o seletor, o painel lista as páginas de teletexto encontradas no stream. De cada uma são conhecidas duas coisas independentes, e não se deve confundi-las:
- declarada — a emissora declarou a página nas tabelas de serviço, com seu idioma e sua finalidade;
- no ar — a página chegou de fato no stream.
Daí os estados que você verá ao lado de uma página: declarada mas nunca vista (a emissora silencia), no ar mas não declarada (a emissora esqueceu de atualizar as tabelas — essas páginas são extraídas em igualdade de condições), ou as duas ao mesmo tempo.
O idioma é mostrado junto com a sua procedência, porque não merecem a mesma confiança: declarado no PMT é um fato, herdado da faixa é um palpite razoável a partir de uma faixa de idioma único.
A lista se preenche a partir do ar e só faz sentido num stream em execução.
O arquivo¶
As legendas ocultas são decodificadas e gravadas no arquivo em todos os modos, por isso o modo de entrega pode ser trocado depois — as legendas aparecerão também no arquivo já gravado. As faixas de teletexto extraídas vão parar no arquivo junto com o vídeo.
O que vem a seguir¶
- A cópia OTT — quem precisa da faixa de texto.
- Saída MPEG-TS — o que vai no fluxo de transporte.