Início rápido¶
Esta página leva uma máquina limpa até um sinal recebido da rede e devolvido à rede — a razão de existir de uma cabeça de rede. Aqui não se configuram cluster, arquivo nem transcodificação: isso vem depois.
O que você precisa¶
- Uma máquina com Ubuntu 24.04 e acesso root, no mesmo segmento de rede por onde circula o multicast.
- Acesso à internet — a licença é ativada online.
- Uma chave de licença da sua conta em my.flussonic.com. A própria instalação vai pedi-la.
- Um grupo multicast vivo carregando MPEG-TS — digamos
239.255.1.77:5500. Se não houver, comece com a fonte sintética: ela exercita todo o caminho, exceto a captura.
Instale¶
curl -L http://apt.flussonic.com/repo/master/dev.key > /etc/apt/trusted.gpg.d/dev.gpg
echo "deb http://apt.flussonic.com/branch/sapsan/master repo/" > /etc/apt/sources.list.d/flussonic.list
apt update
apt install --install-recommends mcaster
Um único pacote basta: ele instala automaticamente o motor da sua própria versão e o PostgreSQL, cria o banco de dados, gera as senhas e inicia o mcaster.service. O --install-recommends mantém o transcodificador funcionando — ele chega como dependência recomendada.
O que exatamente o pacote coloca na máquina está na página Instalação.
Entre no painel¶
O pacote gravou a senha do administrador no arquivo de segredos:
grep EDIT_AUTH_PASSWORD /etc/mcaster/secrets.env
Abra http://<server-address>/ e entre como admin com essa senha.
Capture o multicast¶
Vá até Streams, digite o nome tv1 e clique em Criar. O stream abre na aba Fontes.
Clique em + Adicionar fonte, escolha o protocolo UDP MPEGTS e preencha:
- Host — o endereço do grupo,
239.255.1.77; - Porta —
5500; - Tempo limite do peer (ms) — quanto silêncio no grupo tolerar antes de reiniciar a captura; campo vazio significa o valor padrão.
Clique em Salvar. A estação assina o grupo e em poucos segundos o stream fica verde: aparecem um bitrate e uma lista de faixas.
Se o grupo carrega um multiplex em vez de um único serviço, coloque o número no campo Programa (PNR) — veja Captura de multicast e MPTS.
Envie-o para a rede¶
Abra a aba Saída e clique em + Adicionar push no bloco Pushes:
- Nome —
headend-out. O nome é a identidade do destino: é por ele que o push é encontrado nas configurações, nas estatísticas e nas métricas. - Protocolo — MPEG-TS/UDP.
- Host e Porta — o grupo para o qual o sinal é entregue, digamos
239.1.1.10e5000. - TTL de multicast e Interface de saída — preenchidos quando a máquina tem várias placas de rede ou o pacote precisa sobreviver a um roteador.
Clique em Salvar. Embaixo das configurações do push aparece uma linha de estatística ao vivo: Enviando, a taxa em kbit/s, erros por segundo, reconexões.
Verifique o que chegou¶
De uma máquina situada na rede de destino, assine o grupo e veja o que roda nele: primeiro se os pacotes chegam ao menos (tcpdump -i <iface> host 239.1.1.10), depois se o seu receptor ou analisador de fluxo de transporte decodifica um programa com as mesmas faixas que o cartão do stream mostra.
O que significam o número do programa e os PIDs na sua saída, e como defini-los, está na página MPEG-TS de saída.
A segunda fonte da verdade são as estatísticas da própria estação: a linha sob o push responde «estamos enviando», o receptor responde «chegou». A divergência entre essas duas respostas é exatamente a cara de um problema de rede. Os contadores são explicados na página Monitoramento da entrega.
Se algo deu errado¶
systemctl status mcaster
journalctl -u mcaster -n 50
- O serviço não está rodando e o log fala da licença. A chave não foi informada na instalação. Coloque-a em
/etc/mcaster/license.txte executesystemctl start mcaster. - O serviço não está rodando e o log fala do banco de dados. O PostgreSQL está inacessível: escreva um
DATABASE_URLfuncional em/etc/mcaster/secrets.enve reinicie o serviço. - O stream está vermelho, não há bitrate. Os pacotes do grupo não chegam à máquina: outra VLAN, um pedido IGMP que o switch não repassa, um firewall cortando o UDP, grupo ou porta errados. Verifique a partir desta máquina — é ela quem assina.
- Há bitrate, mas não há faixas. O stream chega, mas não é esse serviço: o grupo carrega um multiplex e é preciso um número de programa.
- O push diz «Enviando» e o receptor não vê nada. Os pacotes saem para a rede errada ou morrem num roteador: defina a Interface de saída e aumente o TTL de multicast.
- O push está no estado «Erro». O motivo está escrito ali mesmo, ao lado do status: conexão recusada, timeout, rejeição do receptor.
O que fazer a seguir¶
- Adicionar uma entrada reserva — uma segunda fonte e comutação automática.
- Definir o PNR, os PIDs e o SDT — para que o receptor veja o serviço sob o número certo.
- Obter um CBR — quando o sinal vai para um modulador.
- Configurar o monitoramento — alertas para uma entrega que parou.