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Captura por SRT e RIST

SRT e RIST levam o sinal por uma rede que você não controla: pela internet, entre cidades, de uma unidade móvel. As perdas numa rede assim são inevitáveis, e os dois transportes as recuperam por retransmissão enquanto houver tempo para isso.

SRT

Na aba Fontes pressione + Adicionar fonte e escolha o protocolo SRT. A estação aguarda a conexão em uma porta UDP dedicada e o remetente se conecta a ela.

Campo O que define
Host, Porta o endereço e a porta UDP em que se aguarda a conexão
Senha de acesso a chave de criptografia AES; na divergência, a conexão é recusada no handshake
Stream ID o identificador esperado do remetente
Latencia de recepcao (ms) o orçamento de recuperação de perdas (veja abaixo); 120 por padrão
Tempo limite de handshake (ms), Tempo limite do peer (ms) os tempos limite de estabelecimento e de inatividade

Um endereço srt:// colado inteiro é dividido nos campos, e a URL SRT remontada é mostrada ao lado — é ela que se copia e se entrega ao remetente.

A latência é um orçamento, não um atraso por atrasar

A Latencia de recepcao define quanto tempo um pacote espera no buffer de recepção antes de ser entregue. Um pacote perdido só consegue voltar a tempo se o pedido de retransmissão e a resposta couberem nessa janela — daí a regra prática escrita na própria dica do campo: não menos que três ou quatro RTTs até a fonte.

Num enlace com RTT de 100 ms, os 120 ms padrão não deixam espaço para nenhuma tentativa de recuperação: uma perda vira um buraco no sinal. O preço de aumentá-la é honesto e previsível — exatamente esse atraso na saída e memória para o buffer de recepção.

O valor é escolhido a partir do RTT medido, e não da sensação: o RTT e a sua variação estão nos contadores da conexão.

O que o transporte faz

O mecanismo ARQ completo está implementado: confirmações (ACK/ACKACK), pedidos de retransmissão (NAK) com período ajustado ao RTT medido, entrega em ordem a partir do buffer de latência, descarte de pacotes irremediavelmente atrasados (too-late drop) e keepalive para conexões ociosas.

A consequência prática para uma cabeça de rede: as perdas no enlace não precisam virar defeitos no sinal. Enquanto o orçamento basta, o buraco é fechado por retransmissão e nunca chega à saída. Quando o orçamento não basta, os contadores dizem — crescem os descartes por atraso, e não só as retransmissões.

RIST

O protocolo RIST é adicionado com o mesmo + Adicionar fonte. Há duas diferenças em relação ao SRT, e as duas aparecem no formulário:

  • Perfil RISTSimple (par de portas), em que a mídia e o RTCP ocupam portas vizinhas (a porta de mídia deve ser par), ou Main (tunel GRE), em que pelo cabo passa uma única Porta do tunel. O tunel também tem um Papel no tunel — conectar para fora ou aguardar — e uma Senha PSK que criptografa o conteúdo; ela deve coincidir nos dois lados.
  • Buffer de recepcao (ms) — o mesmo, em significado, orçamento de recuperação da latência do SRT; 1000 por padrão. Ao lado estão Secao de reordenacao (ms), Numero de tentativas e a Interface de multicast para receber um grupo.

Aplicação das mudanças

A troca de endereço, porta, chave ou identificador reinicia a fonte. A troca apenas dos tempos limite é aplicada em tempo real.

O que vem a seguir