A cópia OTT¶
Uma cabeça de rede não serve espectadores — esse é o trabalho do Catena ou da sua CDN. Mas muitas vezes o sinal precisa ser entregue ao mundo OTT direto da cabeça de rede: mostrar ao operador a imagem num navegador, dar uma cópia à transmissão pela internet, fazer push do ar para uma plataforma.
Esta página é sobre essa cópia e sobre os limites dela.
HLS e DASH da cabeça de rede¶
Qualquer stream da cabeça de rede está disponível em:
http://<station-address>/streaming/v/<stream>/index.m3u8
http://<station-address>/streaming/v/<stream>/Manifest.mpd
São servidos HLS (incluindo LL-HLS com segmentos parciais), DASH e MPEG-TS por HTTP. De fábrica, isso basta para ver o sinal num reprodutor e se certificar de que da cabeça de rede sai exatamente o que deve.
O que ter em mente:
- Um reprodutor precisa dos seus próprios codecs. Um navegador não lê um MPEG-2 de broadcast — é preciso transcodificação para H.264/AAC.
- Um reprodutor precisa de legendas como pista. Nenhum reprodutor OTT decodifica teletexto, veja Legendas e teletexto.
- Entrega em massa não é tarefa da cabeça de rede. Balanceamento, zonas, autorização de espectadores e contabilidade de sessões começam onde a cabeça de rede termina.
Push por RTMP¶
Entregar o sinal a uma plataforma ou a um sistema de terceiros que espera uma conexão RTMP de entrada se faz com o mesmo push.
A aba Saída, + Adicionar push, o protocolo RTMP. Ele pede só um Nome e uma única URL inteira, com a chave de stream incluída: rtmp://a.rtmp.example.com/live2/<key>.
- São suportados H264+AAC, e também HEVC e AV1 em enhanced RTMP; streams só de áudio também saem.
- Os timestamps num push começam de zero — do jeito que as plataformas esperam.
- Os erros se distinguem no status: conexão recusada, tempo de conexão esgotado, publicação recusada (a chave está ocupada ou errada), um receptor travado.
- Não existe seção de MPEG-TS de saída para RTMP: esse protocolo não tem fluxo de transporte.
Como qualquer outro destino de entrega, um push RTMP se levanta sozinho e mantém seus próprios contadores: ele tem quadros, mas não tem datagramas nem retransmissões.
Criptografia da cópia OTT¶
A cópia OTT pode ser entregue criptografada. O bloco Criptografia da entrega (DRM) na aba Entrega do stream ativa o Common Encryption pelo esquema cbcs: HLS e DASH saem como texto cifrado, e a playlist e o manifesto levam a sinalização para Widevine, PlayReady, FairPlay e ClearKey. A chave vem das configurações ou do seu servidor de chaves pelo SPEKE.
Quem criptografa é a estação — nesse arranjo ela é o origin. Os streamers que repassam a cópia dela recebem o texto cifrado já pronto e o entregam como está: não têm a chave e não têm a quem pedi-la.
O que isso muda na estação:
- HLS e DASH são criptografados, incluindo LL-HLS e a saída do arquivo.
- MPEG-TS por HTTP recusa. Não há criptografia para ele, e entregar esse stream aberto seria contornar a proteção: o pedido recebe um
403. - Os pushes não são afetados. Multicast, RTP, SRT e RTMP saem da estação abertos — criptografa-se a entrega aos reprodutores, não o transporte até o seu próprio equipamento.
Todo o caminho pode ser verificado sem um DRM comercial: deixe ClearKey como único sistema, informe uma chave nas configurações e abra a página do reprodutor — a licença é emitida pela própria estação. Esse modo não protege nada e serve apenas para verificar.
O que vem depois¶
- Monitoramento de entrega — se o push chegou até a plataforma.
- Transcodificação — levar o sinal ao que um reprodutor toca.
- Catena — quando atrás da cabeça de rede é preciso um serviço de televisão completo com espectadores.